domingo, 26 de dezembro de 2010

Kart Masters 2010 Champion

O Mais Rápido de Todos
Talento puro do kartismo santista, Raphael Mesquita torna-se bicampeão do Kart Masters, um dos mais dificeis campeonatos de kart amador do estado de São Paulo.

Raphael Mesquita Siqueira, 28 anos. Bicampeão Kart Masters 2009/2010.

O campeonato estava perto do fim, e as chances do "índio" eram mínimas. Precisava vencer, conseguir o máximo de pontos possíveis e torcer para os seus oponentes diretos - Rafael Mantovani e Almir Pastore perderem pontos preciosos.
A Sorte acompanha os campeões, mas além da sorte, muita competência diga-se de passagem fez Raphael Mesquita, 28 anos, o novo bicampeão do certame Kart Masters.

Ano passado, com o nascimento deste sensacional campeonato amador, Raphael conseguiu seu primeiro título correndo no kartódromo Internacional da Granja Viana.
Esse ano, a luta foi mais árdua no kartódromo de Interlagos. Com rivais bem mais preparados, com a concorrência mais sedenta por vitórias, Rapha precisou usar todo seu talento e velocidade para virar o jogo.

Raphael começou o campeonato conseguindo um suado quarto lugar. Recuperou-se na segunda etapa conseguindo mais uma vitória, na terceira etapa outro quarto lugar e na quinta etapa um terceiro lugar. A sexta e sétima etapas foram incomuns para Raphael. Acostumado a andar na frente e a lutar por vitórias, o "índio" como é chamado pelos amigos mais íntimos acumulou um décimo segundo lugar, um nono lugar e um quarto lugar. Seria o fim do bicampeonato?

Nada disso, após esses resultados irregulares, Raphael concentrou-se e preparou-se para a batalha final. Como ele mesmo disse: "Eu sabia que a primeira corrida da rodada dupla seria primordial, se eu conseguisse vencer, sabia que a partir dali era manter nível". Dito e feito. Raphael ganhou a etapa nove e conseguiu um terceiro lugar na etapa dez e contou com a má sorte de seus oponentes.

  Raphael Mesquita conseguiu 4 vitórias em 11 etapas disputadas.

E para terminar com chave de ouro, conseguiu mais uma vitória no final, a vitória do bicampeonato que consagra esse talento. "Enquanto alguns falam e pouco mostram, eu prefiro ficar quieto e mostrar o que eu sei." - Raphael Mesquita. Com um show de humildade, velocidade, preparação, concentração e determinação, Raphael Mesquita Siqueira pode ser chamado tranquilamente de "o melhor de todos". Alguém duvida?

fotos: www.kartmasters.com.br
Agradecimentos ao Bruno Braz, organizador do Kart Masters, campeonato de kart amador disputado no kartódromo de Interlagos em São Paulo. 

Homenagem ao Bicampeão Kart Masters 2009/2010 by Bonnie Tayler - I need a Hero

Raphael Mesquita em números:
Bicampeão Kart Masters 2009/2010;
Campeão do Endurance Best Driver 2009;
Campeão do K-Racers 2009.


Com a imagem de Ayrton Senna ganhando o GP Brasil de 1991, nós encerramos o ano de 2010
com muita felicidade e agradecimentos a todos os leitores do blog.
Feliz ano novo a todos, que 2011 seja repleta de alegrias e realizações!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Resposta da Petrobrás S/A

A Posição da Petrobrás

 

Após ter conhecimento da nossa matéria no blog, a gigante petrolífera esclareceu sua posição a respeito.

"Em resposta à sua manifestação, recebida pelo Serviço de Atendimento ao Cliente, informamos que a posição da Empresa é a que é divuldaga, ou seja, de que o objetivo da Petrobrás é desenvolver combustíveis e lubrificantes que possam a vir beneficiar o consumidor brasileiro em geral.

Nos seus 10 anos de parceria com a equipe Williams, a empresa procurou contribuir com a possibilidade de testes para vários pilotos brasileiros, mas a análise técnica cabe à equipe e não à Petrobrás.
Todos sabem que as grandes equipes - hoje Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes - não colocam suas vagas de pilotos em função de patrocínio pessoal e não é interesse da Petrobrás se associar a uma equipe que não seja de grande porte. Todos sabem, inclusive, que a Williams passa por um momento orçamentário dificil.

Além disso, em sendo a Petrobrás uma empresa estatal, escolher um unico piloto, num país de tradição no automobilismo, para investir um alto valor, não é estratégia correta de quem procura a maior transparência possível, não esquecendo que, no passado, quando a Empresa iniciou suas ações no esporte a motor e, justamente, através de patrocínio de pilotos, aprendemos que quando eles assinam seus contratos com as equipes que, normalmente, já tem a parceria de uma grande petroleira, como em 1998, quando o então piloto da Petrobrás, Ricardo Zonta, campeão da F3000, assinou com a McLaren.

Ricardo Zonta na F3000 com o patrocínio da Petrobrás.

Podemos citar também, o caso oposto: a Shell, uma empresa anglo-holandesa, tem algum piloto destas nacionalidades na Ferrari? a TOTAL patrocina algum piloto francês na Renault ou na Red Bull? a Petronas, que investe milhões na Mercedes, tem algum piloto malaio na Mercedes? a RBS, principal patrocinadora da Williams neste ano, tinha um piloto inglês?

Dessa forma, entendemos que a estratégia atual é a mais correta e que, mesmo com um objetivo tecnológico, que é o negócio da Petrobrás, demos várias oportunidades a pilotos brasileiros na Formula 1.
A Petrobrás agradece pelo seu contato e encontra-se à sua disposição"
SAC Petrobras
0800 78 9001

Desta forma, a empresa esclarece nossas dúvidas e aos leitores do blog que tanto debateram esse caso. Gostariamos, antes de tudo, agradecer muito a Petrobrás pela atenção conosco e a sua resposta enviada por e-mail. 
Desde já, gostaríamos de enfatizar que apoiamos as iniciativas da Petrobrás no automobilismo como um todo e sabemos da competência de suas ações.
Muito Obrigado,

Cláudio Souza & Fernando Cataldo
Blog Paddock Info
www.paddockinfo.blogspot.com

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Apoio da Petrobrás ?

Petrobrás e os Pilotos Brasileiros


 A maior petrolífera brasileira despejou milhões de reais na F1 nos ultimos tempos patrocinando o GP Brasil e a equipe Williams F1, ganhou muito com publicidade, mas nenhum piloto acabou beneficiado.

A maior petrolífera brasileira, orgulho para muito brasileiro, orgulho  para os trabalhadores desta empresa, a Petrobrás S/A tem nome presente na F1 desde seus investimentos na equipe Copersucar e mais recentemente na WilliamsF1. Desde 1999 até o final da década de '10, a Petrobrás teve com a equipe Williams F1 uma parceria técnica que trouxe aos brasileiros vantagens com gasolinas mais poderosas, cujo seu desenvolvimento foi feito no maior laborátorio de alto desempenho que é a Fórmula 1.

 Petrobrás estampada nos carros Fittipaldi pilotado por Chico Serra.

Mas como toda empresa, a Petrobrás também usou e abusou da publicidade. Utilizou em vários momentos a imagem da equipe em propagandas no Brasil e quiça ao redor do Mundo, orgulhou-se de mostrar a todos que estava na Fórmula 1 e abastecia uma equipe de ponta. Quem nunca viu um mecânico vestido todo de amarelo abastecendo os carros azuis da Williams nestes últimos 10 anos?

A Petrobrás fez tudo certo, só esqueceu de um detalhe, apoiar os pilotos brasileiros na F1! A Petrobrás investiu maciçamente nas categorias de base como kart e na extinta Formula 3000. Teve até equipe júnior, ajudando pilotos como Bruno Junqueira, Max Wilson, os irmãos Sperafico, Jaime Melo Jr. e outros pilotos. Podemos dizer que ela criou o ninho, deu de comer e esperou os pássaros voarem, mas pelo que vimos, os pássaros não criaram asas...

Programa Seletiva Petrobrás - Um apoio fantástico no Kart 

  Team Petrobras Junior na Formula 3000 - Força na categoria de acesso

 Na Principal vitrine - Apoio a equipe Williams

Nós do Blog não queremos ousar a dizer o que é certo ou errado na estratégia de marketing e de publicidade da empresa. Se a Petrobrás assim deseja, que seja feita a vossa vontade. Mas como uma empresa estatal, acredito que nós, brasileiros, gostaríamos de ver um piloto nacional sendo apoiado ( e de certa forma, empurrado ) pela maior petrolífera da América Latina. Mas pelo que percebemos, não é essa a doutrina que impera na diretoria da empresa.

Aonde queremos chegar é que, se a Petrobrás despejou milhões de reais, ajudou indiretamente pilotos de outras nações na Fórmula 1, por quê não apoiou nenhum piloto na categoria? . Hoje em dia, vemos vários exemplos de empresas nacionais que ajudam seus pilotos compatriotas a conseguirem um lugar na F1. Abaixo temos alguns casos específicos para o ano que vem e um histórico:

Apoio da Petrolífera venezuela PDVSA levou Pastor Maldonado a conseguir sua vaga na Williams.

Mexicano Sérgio Perez e o seu belo empurrão dado pela gigante TELMEX.

O que seria destes três rapazes sem o empurrão da Mercedes-benz ?

Apesar da situação precária que se encontra a Venezuela, a estatal conseguiu colocar o piloto venzeuelano na Williams, uma bela proeza em se tratando de uma petrolífera de um país latino-americano. A gigante TELMEX ( nessa gigante inclui-se a Claro S/A, Embratel, Claro Argentina, parte da NET e outras muitas empresas... ) conseguiu um espaço na Sauber para o pupilo mexicano Sérgio Perez, que será companheiro do japonês Kamui Kobayashi ( que de tanto talento não precisou de dinheiro para ficar na F1, mas precisou da Toyota para chegar a categoria ).

Temos um exemplo histórico, como no caso do maior piloto da história da F1 - Michael Schumacher - que entrou na categoria graças aos dólares bancados pela compatriota Mercedes-benz. Outro caso recente é do piloto brasileiro Bruno Senna. Patrocinado pela Embratel ( empresa do mesmo rol da gigante TELMEX ), o brasileiro tem tido enorme dificuldade para conseguir espaço na F1 depois da desastrosa temporada pela Hispania.

Rubens Barrichello, Felipe Massa e Lucas di Grassi permanecem na F1 graças ao seu mais puro talento. O último ainda sente falta de um patrocínio forte. Cadê a gigante petrolífera numa hora dessa para ajudar um piloto nacional? Quer uma publicidade maior do que ajudar um piloto do seu país de origem a chegar cada vez mais alto na principal categoria mundial? Ainda mais sabendo que este piloto é reconhecidamente rápido e habilidoso?

O Brasil está chegando a um momento crítico na Fórmula 1. Rubens está em fase final de carreira, Felipe Massa entrará na temporada de 2011 talvez com a maior pressão que um piloto brasileiro já sentiu por resultados desde Barrichello em 1995, caso Felipe não tenha sucesso, é certo que sua carreira entrará em declínio. Di Grassi e Bruno Senna lutam por vagas fracas já que não contam com muito aporte financeiro e as categorias de base não contam com nenhum piloto nacional destacado.

Se está tão bom assim...

...porquê não apoiar um piloto nacional?

Se a situação persistir, o Brasil poderá enfrentar um novo jejum de vitórias na categoria já que o jejum de títulos entrará no seu 20º ano.

Depois dos milhões investidos na Williams F1, das campanhas publicitárias esfregadas na cara do público brasileiro com pilotos estrangeiros, com a Petrobrás exibindo sua alegria e fartura, depois de ver marca nacional mais badalada estampada na camisa do argentino River Plate, será que é demais a petrolífera apoiar integralmente um piloto brasileiro na Fórmula 1?

 Dá para entender ?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Race of Champions 2010

Um Puto Valente

Filipe Albuquerque, jovem talento português.

Antes de qualquer piada a respeito, "puto" em Portugal significa garoto, e existe no hino português um refrão com os dizeres "nação valente e imortal..", e desta forma enquadramos Filipe Albuquerque, 25 anos, um valente que enfrentou sem medo pilotos de respeito no ROC 2010 e os venceu de forma surpreendente.

Nascido em Coimbra no dia 13 de Julho de 1985, Filipe Miguel Delgadinho Albuquerque inicou no kartismo aos 13 anos por puro lazer. Mas como sempre, a brincadeira acabou ficando séria e o talento do "puto" começou a despontar.

Filipe disputou a World Series by Renault pela equipe Epsilon Euskadi em 2007.

O jovem português ganhou 2 títulos nacionais de kart, sendo graduado na F3 espanhola em 2005. Filipe permaneceu nas fórmulas base e conseguiu um 6o lugar na F3 espanhola, 5o na F-Renault Européia e 3o na F3 alemã. Em 2007 o português disputou a World Series by Renault sendo patrocinado pela Red Bull Corp. Atualmente ele tem disputado etapas da GP2 e correu na A1 GP na equipe portuguesa, conseguindo alguns bons resultados.

Na edição 2010 da ROC, Filipe pilotou em parceria com seu compatriota Alvaro Parente, a equipe de Portugal. Na Copa das Nações, empatou em 1 a 1 com a Inglaterra de Andy Priaulx e Jason Plato, novo empate contra a equipe nórdica de Tom Kristensen e Heikki Kovalainen e perderam para a lendária equipe francesa que contava com o tetracampeão mundial de F1 Alain Prost e o heptcampeão mundial de Rali Sebastian Löeb.

Filipe tambem tem passagens pela DTM.

No entanto, a valentia do "puto" veio nas disputas piloto vs. piloto. Na 1a fase, Filipe venceu os americanos Tanner Foust e Carl Edwards e perdeu para o alemão Sebastian Vettel. Classificado para o "mata-a-mata", Filipe mostrou ser um piloto de chegada ao vencer seu compatriota Alvaro Parente nas oitavas, calou o estádio em Dusseldorf ao vencer Sebastian Vettel e surpreendeu o mundo ao bater o lendário Sebastian Löeb na final.

 Eliminado na Copa das Nações na 1a fase...

...Filipe deu a volta por cima nas disputas piloto-a-piloto.

O Titulo da ROC 2010 é de Portugal!

Pela primeira vez em toda a história do automobilismo português, um piloto "das quinas" conseguiu um título com importância mundial.

Na Fórmula 1, o único piloto português que mais se aproximou da vitória foi Tiago Monteiro, que conseguiu um pódio com o 3o lugar obtido no GP dos Estados Unidos de 2005, naquele GP vergonhoso aonde os carros equipados com pneus Michelin não largaram por falta de segurança nos compostos.

Fanático por futebol e torcedor do Sporting Lisboa, Filipe espera ter a mesma sorte que Heikki Kovalainen, que depois de vencer o ROC 2004, conseguiu seu lugar na Fórmula 1.

Melhores Momentos da ROC 2010.

Filipe Alburquerque em números
Títulos:
2006 - Campeão da F-Renault Eurocup
2006 - Campeão da F-Renaut NEC
2010 - Campeão da ROC 2010




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Kart Kart Kart...

O Berço dos "deuses" do Automobilismo Mundial


O Blog vasculhou a imensidão do Youtube e achamos algumas relíquias boas desta modalidade fascinante...

O "Instinto" Lewis Hamilton:

 

A Pista de Interlagos por um "mortal":



Michael "Kart" Schumacher:

Skusa Supernational em Las Vegas

 
Stuttgart em 1996


Time to Fight: 


O Chefe:

Campeão Pan-Americano em 1982

 
A Batalha

Batidas:

 

Videos: www.youtube.com.br 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gran Finale

Essa é a cara da nova Fórmula 1 !!!


Vettel vence no Brasil e no Oriente e se consagra o mais jovem campeão mundial de Fórmula 1.

O Grande Prêmio do Brasil não foi emocionante como imaginávamos. Depois da surpreendente pole-position do piloto alemão Nico Hulkenberg da Williams, nada fora do contexto aconteceu. As Red Bull largaram melhor, Vettel ultrapassou Nico antes da primeira curva e logo depois, Webber também conseguiu sua ultrapassagem.

Vettel conseguiu tranquilamente sua vitória seguido do seu companheiro de equipe Mark Webber. Alias, Webber mostrou-se tímido na luta do título. Precisava atacar seu oponente e preferiu ficar na defensiva e por pouco não sofreu com a aproximação do espanhol Fernando Alonso.

Vettel venceu e convenceu. Webber decepcionou pela falta de combatividade e Alonso fez o seu papel, conseguiu o pódio para ir ao Oriente com grandes chances de ser campeão.

A Pole Inesperada de Nico Hulkenberg levou a Williams ao delírio.

 A Ultrapassagem que decidiu o GP Brasil para Sebastian Vettel.

Confirmando o favoritismo.

ABU DHABI

A "Gran Finale" deste eletrizante campeonato não poderia ter tido um palco pior do que Abu Dhabi. A paisagem e o complexo futurista não conseguiram esconder a pista mal projetada, ruim e de péssimo gosto do desenhista Herman Tilke. Sem pontos de ultrapassagens, os pilotos sofreram para ganhar posições, o único felizardo a conseguir tal façanha talvez tenha sido Robert Kubica... 

Nos treinos oficiais, Sebastian Vettel colocou a mão na taça ao conseguir sua 10a pole position no ano. Seu companheiro Mark Webber fraquejou e conseguiu apenas a 5a colocação no grid. Alonso conseguiu um ótimo 3o lugar o que lhe dava um certo favoritismo para a decisão.

Para Alonso bastava ganhar e torcer para uma combinação de resultados para conseguir o tricampeonato, mas eles ( Alonso e a Ferrari ) não contavam com a competência do jovem alemão.

A Atitude de Vettel na largada foi crucial para a decisão no péssimo circuito de Abu Dhabi.

Vettel largou bem e disparou na frente, o que vem se tornando um de seus pontos fortes. E a equipe Ferrari errou ( mais um entre milhares... ) na estratégia do espanhol e na concentração das atenções no australiano Webber ao invés de se preocupar com a velocidade de Vettel.

O Espanhol acabou ficando preso atrás do piloto russo da Renault - Vitaly Petrov, e graças ao "belíssimo" traçado do circuito árabe, suas manobras de ultrapassagem não deram certo. Era claro que a Ferrari tinha um melhor equipamento só que com a inexistência de pontos bons de ultrapassagem, morria ali as chances do tricampeonato espanhol.

Vettel seguiu livre para a conquista do seu primeiro título mundial e acabou tornando-se o mais jovem a conquistar tal feito quebrando o recorde que pertencia a Lewis Hamilton e levou a Alemanha a igualar o número de títulos mundiais com o Brasil ( 8 x 8 , a Inglaterra segue na frente com 9 ). A nota de repúdio foi a maneira agressiva, mal educada e egoísta do vice-campeão Alonso que além de ter recusado cumprimentar o novo campeão, reclamou acintosamente da competência do russo Petrov ao defender bravamente sua posição. Realmente, Alonso como piloto é super competente mas como personalidade, deixa muito a desejar.


Viva ao novo "rei" ! Viva a Fórmula 1 ! Venceu o esporte e a Red Bull Racing conseguiu mostrar ao Mundo do automobilismo que SIM, é possível vencer sem tais ordens de equipe, anotou o recado Ferrari?

Fica o Exemplo para o Futuro.

Competente mas no final, acabou tornando-se o vilão.

Lágrimas de Campeão

Sebastian Vettel

 56 GP's disputados
10 vitórias
18 poles
6 voltas mais rápidas
Campeão Mundial de F1 - 2010

Créditos Fotos: www.espnf1.com


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Semana GP Brasil de F1 2010 – Parte 1

E mais uma vez a F1 chega ao Brasil para mais uma possível decisão de campeonato.

Nas ultimas 5 edições do GP brasileiro, colocamos 4 pilotos diferentes no ilustre hall da fama da categoria como campeão mundial. Fernando Alonso em 2005 e 2006, Kimi Raikkonen em 2007, Lewis Hamilton em 2008 e Jenson Button em 2009.

Em 2010, estamos presenciando a temporada com maior numero de candidatos ao título mundo e que, novamente, pode ser definido no autódromo de Interlagos. Fernando Alonso, Mark Webber e Sebastian Vettel ainda estão vivos na disputa pelo título e, um pouco mais distante na tabela, vemos Lewis Hamilton e Jenson Button com remotas chances de serem bi-campeões mundiais.

Entre os candidatos mencionados acima, apenas o espanhol Fernando Alonso tem chance de terminar a corrida como campeão mundial de 2010 após uma série de possibilidades em combinações de resultado. Se isso for confirmado, Alonso será o maior "vencedor" de Interlagos sem nunca ter conquistado um primeiro lugar sequer (nem em pole position e nem em corrida) em todas as suas participações em GP Brasil. Isto porque será o único piloto a alcançar 3 títulos mundiais em 6 disputados, conquistando 50% dos títulos da F1 disputados por aqui.

campeosbrasilAlém disso, o GP Brasil não é muito conhecido por repetir os seus vencedores. Se considerarmos desde o ano 2002, quando a F1 voltou a ser um pouco mais competitiva após as seqüencias de domínio absoluto da Michael Schumacher/Ferrari, apenas dois pilotos conseguiram repetir vitórias por aqui, Juan Pablo Montoya em 2004, quando corria pela Williams, e em 2005 quando defendia a equipe McLaren e Felipe Massa, vencedor das edições de 2006 e 2008, ambas pela equipe Ferrari. Os outros vendedores do GP Brasil foram o próprio Michael Schumacher (Ferrari) em 2002, Giancarlo Fisichella (Jordan) em 2003, Kimi Raikkonen (Ferrari) em 2007 e Mark Webber (Red Bull) em 2009.

Estas informações nos mostram que nem sempre quem saí de Interlagos com o troféu de vencedor, também sai daqui como campeão mundial. Algo importante a ser destacado é que de 2002 a 2004, a edição brasileira da F1 acontecia no início da temporada e a partir de 2005 passou a ser a última ou penúltima corrida da temporada, o que viabilizou a decisão dos títulos por aqui. Mas mesmo assim, nos anos de 2002, 2003 e 2004, apenas Michael Schumacher foi campeão mundial vencendo aqui no Brasil apenas em 2002.

mediumMas não é só da corrida em si que vive o GP Brasil de F1. Um dos eventos mais rentáveis para a cidade de São Paulo e também para o país, ações promocionais e comemorativas também fazem parte da agenda de um apertado e corrida final de semana de corrida. Estamos na terça-feira, há praticamente dois dias do inicio das atividades dentro da pista e todos os preparativos e compromissos em virtude desta etapa do campeonato já começaram.

Para comemorar o aniversário de 40 anos da primeira vitória de Emerson Fittipaldi na categoria, no GP de Watkins Glen de 1970, o próprio piloto levou o seu Lotus daquela mesma vitória, e também do seu primeiro título mundial em 1972, para dar uma volta por São Paulo hoje pela manhã. Visivelmente emocionado pela marca histórica, Emerson será homenageado pela prefeitura da cidade cedendo o seu nome para a reta de chegada do autódromo. A partir do GP Brasil de 2010, será a "Reta Emerson Fittipaldi".

8188439.emmemrson_fittipaldi_nas_ruas_de_sp_grande_premio_332_498 Além das festividades, muitas oportunidades de negócios na área de marketing surgem para o GP de F1. Na última semana ficamos sabendo que a empresa de televisão via satélite SKY será uma das apoiadores da equipe Red Bull, que disputa o título mundial com seus dois pilotos além de ser grande favorita a levar o título de construtores da atual temporada.

A exemplo do que aconteceu em 2009 com Rubens Barrichello e a Batavo com um patrocinio pessoal para a corrida, a Bom Bril viu em Lucas DiGrassi uma boa oportunidade de ligar a sua marca ao jovem, e promissor, piloto e também ao evento. Ao contrário da Batavo, que só estampou sua marca no capacete de Barrichello, a Bom Bril estará exposta nos carros da equipe Virgin e nos capacetes de todos os seus pilotos. Além de Lucas DiGrassi, Timo Glock, outro piloto titular da equipe, Jérôme D’Ambrosio, piloto que realiza o primeiro teste de sexta-feira pela equipe no lugar do próprio Lucas, e Luiz Razia, piloto reserva, também estamparão a marca brasileira em seus capacetes e macacões.

8183418.lucas_di_grassi_e_bombril_grande_premio_500_433Dentro das pistas, a única movimentação que vemos até aqui são os mecânicos deixando tudo pronto o mais rápido possível para o início das atividades na sexta-feira, com o início dos primeiros treinos livres para o GP Brasil de F1 2010, tão esperado por nós brasileiros.

Até lá, teremos outras matérias aqui no blog falando de curiosidades e da própria disputa que veremos no autódromo de Interlagos.

Quem quiser mandar sugestões de assuntos para irmos atrás das informações para divulgação por aqui, usem o e-mail do blog ou até mesmo o nosso twitter, ambos estão disponíveis nos espaços aqui ao lado no próprio blog.

Obrigado a todos pela atenção e nesta semana, estaremos mais juntos do que de costume.

++

Crédito de imagens: F1 GP Update, Grande Premio e Google.

domingo, 31 de outubro de 2010

As pistas favoritas...

Estamos chegando ao final de mais uma temporada de F1 com os GP's de Interlagos e Abu Dhabi acontecendo nas próximas semanas. A disputa pelo título ainda está longe de ser definida e o ano de 2010 prestes a entrar para a história como um dos campeonatos mais disputados dos últimos anos, talvez da década.

Mas o foco aqui não é falar da disputa e/ou dos espetáculos por si só, mas sim dos palcos onde vimos maravilhosas apresentações de ousadia, técnica, perícia e muita coragem de alguns dos melhores pilotos do planeta.

Nos últimos anos, presenciamos parte da história da categoria ser atualizada com a renovação das pistas do calendário. Perdemos muito com a saída de San Marino, Magny-Cours, Nürburgring, Donnington Park, além da mutilação de Hockenheim entre outros palcos clássicos que acompanhamos por muitos anos. Tudo isso para a entrada de novos autódromos ultra-modernos e, na maioria das vezes, sem um traçado interessante para boas corridas.

Apesar das mudanças, a intenção agora não é celebrar a "morte" destas pistas ou falar mal das novas. Li em algum lugar na internet que não foi a F1 que mudou e sim a maneira de olharmos para ela e a incapacidade de pensar e comparar sem a "maldita" nostalgia. Tudo que é novo também pode ser bom, mesmo quando é diferente. E eu concordo com isso e admito também que tinha um certo preconceito com algumas das novas pistas do calendário. Mas para minha surpresa, umas das minhas pistas preferidas entre todas as que conheço, veio nesta nova safra de autódromos especialmente encomendados para categoria.

Estas novas pistas possuem suas próprias características, bem diferentes das mais antigas, mas tão belas como as outras em suas épocas. Temos exemplos também de pistas clássicas que não funcionam mais para a F1, mas isso é pouco falado em qualquer lugar. Muito se fala, escuta e lê da padronização dos traçados, mas e das pistas que precisam urgentemente serem trocadas? Para não citar muitos nomes, uso como exemplo apenas a pista da Hungria onde o sábado de classificação é muito mais emocionante do que qualquer corrida por lá. E reforço que neste caso, nem a chuva salva.

Há alguma pistas que estão na categoria há anos e que resistiram a essa renovação permanecendo na F1. Estes palcos conseguem nos proporcionar grandes espetáculos com boas disputas na pista e com ótimas ultrapassagens, ponto máximo de satisfação para um fã de velocidade. São um dos grandes motivos pelos quais os mais nostálgicos acordam cedo, ou dorme tarde na madrugada, para acompanhar uma corrida onde é certo que algo emocionante irá acontecer.

Assim como todos aqui, tenho a minha lista de pistas favoritas dentro do atual calendário e, como podem ver abaixo, destaquei quatro etapas como as minhas favoritas considerando três das mais clássicas e uma desta nova geração, mostrando que boas corridas são feitas de bons momentos, independente da época, se o autódromo é moderno ou antigo, sejam nos anos 80, 90 ou 2000 ou de quem desenhou o seu traçado, inclusive Hermann Tilke.
  • Spa-Francorchamps – GP da Bélgica:
Como falar de Spa-Francorchamps sem exaltar a opinião pessoal? Sem mostrar para todos, o que muitos já sabem, que este é o meu circuito favorito entre todos os existentes no mundo inteiro? Sim, pessoal. De todas as pistas que ainda fazem parte e as já extintas etapas do calendário atual da F1, o GP da Bélgica é o que mais me prende atenção em todo a temporada. Arrisco a dizer que me fascina mais do que a corrida no quintal de casa, Interlagos.

Onde mais encontraríamos uma curva feita a mais de 300km/h pelos carros mais velozes do planeta? Uma pista que passa por duas cidades belgas, Spa e Francorchamps? É completa para os pilotos onde a habilidade é predominante em suas características. Com curvas de alta velocidade, como a Eau Rouge, e curvas de baixa como a Bus Stop, o traçado belga é fascinante também pelo seu visual que contempla as tradicionais moradias daquela região européia com as florestas do país frio. A previsão é tão dinâmica quanto os acontecimentos durante a corrida. Em uma mesma volta, é possível o piloto encontrar em pontos diferentes da pista, chuva forte, chuva fraca e quiçá, um trecho seco.

spa2
Assim como em Mônaco, Ayrton Senna reinou no circuito belga com 05 vitórias nos anos de 1985 (sua segunda vitória na categoria), 1988, 1989, 1990 e 1991 com apresentações convincentes vencendo todos os adversários. Após o reinado de Senna, nas edições de 2004, 2005, 2007 e 2009, a Bélgica viu um novo "Rei" surgindo pelo traçado, o finlandês Kimi Raikkonen. Vale lembrar que não houve GP da Bélgica no ano de 2006 e na edição de 2008, Kimi abandonou há poucas voltas do fim com um acidente na pista molhada.
Por inúmeros motivos, Spa-Francorchamps é uma pista sensacional e tiraria muita atenção da F1 se saísse do calendário oficial, o que eu espero que nunca aconteça.
  • Istanbul Park – GP da Turquia:
A pista da Turquia é, sem duvida, uma das mais fascinantes da temporada. A grande surpresa para muitos desta etapa estar presente na minha lista, é pelo fato de fazer parte da nova safra de traçados oferecidos especialmente pelo projetista alemão Hermann Tilke. Para muitos, a pista não passa de mais uma entre as demais que já temos e sem nenhum atrativo especial.

Eu descordo de quem tem este pensamento sobre Istanbul Park. Assim como a Eau Rouge, na Bélgica, temos uma das curvas mais desafiadoras de todas as pistas da F1, a "Curva 8" feita em alta velocidade, chegando a 270km/h mais precisamente e em um formato inédito na categoria, com 4 "pernas" para a direita e sem a necessidade de colocar o pé no freio no seu percurso.

Turquia
Em 5 edições (faz parte da F1 desde 2005), a pista da Turquia foi dominada por Felipe Massa nos anos de 2006, 2007 e 2008 sempre com pole position e vitória do brasileiro. Mas não só desta informação viveu o GP Turco, em todas as edições, ótimas corridas foram vistas por lá como a grande disputa pela liderança neste ano de 2010 entre os companheiros de equipe Jenson Button e Lewis Hamilton.

Apesar da pouca idade da pista, Istanbul Park tem grande potencial para se tornar um dos palcos da F1 onde já sentaremos para assistir corridas sabendo com certeza de que veremos cenas inesquecíveis.


  • Interlagos – GP do Brasil:
Interlagos, a pista que é o orgulho nacional. Palco de outras categorias como a StockCar, F-Truck entre outras. Que já passou por reformas e reestruturações, tudo para não perder o seu melhor cliente, a F1.

Impossível não considerar esta pista como uma das mais importantes do calendário atual da categoria e isso não sou eu que estou dizendo, e sim o histórico pois desde 2005, foi o local escolhido para a decisão de todos os títulos desde então. Bem de perto, o público brasileiro viu a conquista do bi campeonato de Fernando Alonso, o título de Kimi Raikkonen em seu ano de estréia, o fenômeno BrawnGP conquistar o título de pilotos com Jenson Button e o de construtores em 2009, seu ano de estréia.

    interlagos2
Um passeio no tempo também nos leva a 1991 quando Ayrton Senna (sempre ele) nos brindou com uma fantástica vitória, a sua primeira no seu tão amado país, em circunstancias únicas e que só um herói nacional poderia enfrentar e superar como o fez.
Como todo circuito clássico com uma vasta história dentro do automobilismo, algumas peças da pista de Interlagos falam por si só e são referencias. Curvas especiais como o próprio S do Senna, onde o próprio piloto ajudou a desenhar, a Curva do Sol, o Pinheirinho entre outras. O traçado de Interlagos é tão único como cada um dos circuitos que ainda fazem parte da história da F1.
  • Montreal – GP do Canadá:
Circuito Gilles Villeneuve. A homenagem é mais justa do que qualquer reta ou curva do circuito apertado ao redor do parque na simpática cidade do Canadá.
Grandes exemplos de grandes fatos, manobras e corridas temos nesta pista. Para não irmos tão longe no passado, como não lembrar da ultrapassagem dupla de Felipe Massa em cima de Barrichello e Kovalainen em 2008? O acidente de Robert Kubica em 2007 e, exatamente um ano depois em 2008, sua primeira vitória? O muro dos campeões, onde quem ainda não bateu por ali, não é um piloto de verdade.
canada
A pista de Montreal esteve fora do circo da F1 no ano de 2009 por motivos burocráticos e, tão logo voltou em 2010, já trouxe consigo um grande sorriso exposto nos fãs da categoria e, principalmente, em todos os pilotos da categoria.
O traçado desta pista desperta tudo o que há de melhor em cada piloto, desde sua agressividade e velocidade pura até a inteligência e cautela pois tudo isso é necessário para as corridas realizadas por lá. E que vença o melhor, como sempre aconteceu no Canadá.
Para quem gosta de corridas, o importante em uma etapa é o despertar daquela emoção, aquele pulo do sofá e a certeza de que estamos presenciando em nossa frente, algo histórico. E saber que as duas semanas seguintes serão intermináveis a espera da próxima corrida, seja na Ásia, Europa, Américas ou em qualquer outro canto de qualquer mundo.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma Estrela Ascendente

Kamui Kobayashi


O Jovem japonês vai conquistando fãs ao redor do Mundo com suas arrojadas ultrapassagens, veja nesses três videos abaixo, o jovem garoto, então com 12 anos, desafiando no kart um dos únicos dois pilotos japoneses a ter conseguido um podio na F1 - Aguri Suzuki. Reportagem de Shoji Sadaoka - TV Japonesa.

Parte 1 - Legendado

Parte 2 - Legendado

Parte 3 - Não-Legendado





加速のカムイ!
Acelera Kamui !

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Patrocinando a brincadeira...

Com o passar dos anos, a F1 tornou-se cada vez mais profissional e com isso, os valores de uma temporada para cada equipe tornaram-se mais altos a cada ano.

Diretamente ligado aos resultados durante o campeonato, está o orçamento da equipe para investimentos e tecnologias sempre mais caros e modernos. Desde a contratação dos melhores engenheiros até as viagens de um país ao outro, todos os passos tomados por uma equipe são calculados detalhamente junto a este orçamento.

Com isso, a figura do patrocinador tornou-se muito mais importante para uma equipe pois a luta nos dias atuais não é apenas pelos melhores resultados, mas também para se manter na categoria mais cara do mundo da velocidade.

Em 2010, tivemos grandes exemplos de como o dinheiro investido gera boas performances e que por sua vez, atrai mais patrocinadores para a equipe viabilizando novos investimentos e acontecendo assim, um ciclo vicioso entre patrocinadores, bons resultados e mais patrocinadores.

Para ilustrar melhor esta situação da categoria, vamos analisar 5 épocas diferentes das equipes Renault e Sauber durante a atual temporada dando ênfase a quantidade de marcas de patrocinadores expostos em seus carros.

Lançamento do novo carro – Janeiro de 2010.

Renault F1 Team:
renaultlancamento

No início do ano, a equipe lançou o seu carro, o R30, praticamente sem nenhum patrocinador de expressão, apenas os fornecedores básicos do time. A foto acima mostra o patrocínio da TW Steel, marca de relógios parceira da equipe desde 2009 e os fornecedores Bridgestone e Total/ELF, pneus e combustível respectivamente. Com os escândalos envolvendo profissionais da equipe durante a temporada anterior, os principais parceiros da equipe abandonaram o barco ainda em 2009, o que deixou o ano de 2010 incerto para a equipe francesa  que foi salva após um acordo com a Genni, empresa de consórcio que não leva seu nome na carenagem da equipe, apenas nas hastes que sustentam as rodas dianteiras.

Sauber Motorsport:

Formula One World Championship
Peter Sauber recomprou sua equipe após o anúncio de decisão da BMW de abandonar a categoria após 3 temporadas como independente e com isso, veio a nova época de seca de patrocínios. Praticamente todos os parceiros da época da BMW foram embora com a montadora alemã deixando a Sauber com um piloto inexperiente, porém promissor (Kamui Kobayashi), e um experiente sem nenhum apelo de marketing (Pedro De La Rosa). Com isso, o carro C29 foi lançado apenas com os fornecedores básicos como a Bridgestone e um patrocinador, a marca de relógios suíça Certina, única sobrevivente após a saída da BMW.


GP da Austrália – Março de 2010:
Após a estréia das equipes no GP do Bahrein com a mesma carenagem exibida nos lançamentos dos carros, a equipe Renault colheu os frutos da contratação de Robert Kubica, um dos principais nomes do grid nos dois anos anteriores e conseguiu os primeiros parceiros para preencher os primeiros espaços vazios em seu carro.
Já a Sauber, permaneceu como foi lançada já que, aliada ao fatos dos pilotos não serem muito expressivos, o resultado da primeira etapa não foi nada animador para investidores em potencial com o abandono de seus dois pilotos ainda na primeira metade da corrida.

Renault F1 Team:
renaultaustralia
Para a segunda etapa do campeonato, a equipe francesa conseguiu o apoio das marcas da HP e DIAC e com isso, alcançar melhores resultados tornaram-se possíveis como o próprio Kubica chegando na segunda colocação nesta mesma corrida. Claro que o pódio não foi obra do patrocinador, mas encheu os olhos dos investidores e aumentaram a visibilidade da equipe para novos parceiros.

Sauber Motorsport:
sauberaustralia
Nada mudou no carro da equipe suíça e eles continuaram sem nenhum patrocinador e com isso, sem nenhum novo apoio financeiro.

GP da Turquia – Maio de 2010:
A sétima etapa da temporada já trazia um cenário diferente para ambas equipes, tanto em questão de resultados como em número de parceiros de investimento.
Enquanto a Renault continuava uma linha crescente de bons resultados e novos parceiros, a equipe Sauber colhia os frutos do amadurecimentos de seus pilotos com resultados melhores que no início da temporada, o que trouxe os primeiros patrocinadores, ainda que pequenos e talvez sem fazer muita diferença no orçamento da equipe.

Renault F1 Team:
Vitaly Petrov (RUS) Renault R30.
Formula One World Championship, Rd 7, Turkish Grand Prix, Qualifying Day, Istanbul Park, Turkey, Saturday 29 May 2010.
Além da HP e da DIAC, o governo russo resolveu aumentar o apoio a equipe francesa – que já era presente devido a Vitaly Petrov ser o primeiro piloto russo na categoria – através da marca de veículos LADA. Além da marca russa, a Movit, que além de ser a fornecedora de freios, passou a ser patrocinadora, e a Trinar Solar, empresa de energias alternativas. Após 7 etapas, a equipe já somava 5 novos patrocinadores desde o lançamento do carro.

Sauber Motorsport:
Pedro De La Rosa (ESP) BMW Sauber C29.
Formula One World Championship, Rd 7, Turkish Grand Prix, Qualifying Day, Istanbul Park, Turkey, Saturday 29 May 2010.
Discretos, porém presentes. Esse era o lema dos novos (e únicos) patrocinadores da equipe suíça até aqui. A Emil Frey, empresa da indústria automobilística da suíça, passou a expor seu logo na única peça com função aerodinâmica permitida no atual regulamento da F1. Graças ao sucesso de Kamui Kobayashi, um dos melhores pilotos japoneses a competirem na F1, a Scalp-D, empresa japonesa de cosméticos passou a fazer parte da equipe Sauber mas também com uma exposição discretíssima com sua marca exposta no canto do aerofólio traseiro e com seu logo em japonês. Após 7 etapas da temporada 2010, a Sauber havia conquistado apenas 2 patrocinadores para parceria.

GP da Alemanha – Julho de 2010:
Chegamos a 11ª etapa da temporada e a situação de patrocinio das equipes não mudou muito. Com resultados não muito expressivos da Renault e Sauber, ambas equipes continuaram com suas carenagens praticamente iguais por 4 etapas desde a ultima "atualização" visual.
Entretanto, com o dinheiro já investido nas equipes até aqui, a equipe francesa tem grande vantagem na pontuação da tabela.

Renault F1 Team:
renaultalemanha
Apesar dos resultados continuarem, de certa forma, positivos, a equipe Renault não acrescentou muita coisa ao seu portfólio de parceiros, apenas a empresa de design gráfico Helvetica passou a ilustrar o carro logo ao lado do logo da DIAC.

Sauber Motorsport:
sauberalemanha
A Sauber realmente permaneceu sem nenhuma novidade para a etapa alemã do campeonato, exceto o logo de comemoração do 40 anos da equipe dentro automobilismo. Vale a pena lembrar que a Sauber entrou na F1 muito tempo depois de iniciar suas participações em competições automotivas.

GP do Japão – Outubro de 2010:
A última etapa realizada pela F1 mostrou uma grande evolução de ambas equipes na área de marketing. Resultado da evolução e renovação de contrato para 2011 de Kamui Kobayashi, o amadurecimento de Vitaly Petrov, a entrada de Nick Heidfeld para a equipe e os bons resultados e performances de Robert Kubica, novos patrocínios vieram para as duas equipes.

Renault F1 Team:
renaultjapao
Após alguns pódios de Kubica e importantes pontos de Petrov, a Renault aumentou sua visibilidade e, além de garantir evoluções para o carro como F-Duct, pode começar o desenvolvimento do carro de 2011 com mais tranqüilidade. Abaixo, os atuais patrocinadores da equipe francesa que foram conquistados durante a temporada:

  • HP;
  • LADA;
  • Trina Solar;
  • Movit;
  • SNORAS Bank;
  • DIAC;
  • Helvetica;
  • Vyborh Shipyard;
    Ao total, a Renault F1 Team conquistou 8 patrocinadores ao longo da temporada 2010 de F1, até o momento.

    Sauber Motorsport:
    sauberjapao
    Como resultado do efeito "KobaShow", a equipe Sauber pode garantir sua permanência na categoria em 2011 assim como alguma atualizações no atual carro. Abaixo, os atuais patrocinadores da equipe suíça que foram conquistados durante a temporada:
    • Mad-Croc Energy Drink;
    • Scalp-D;
    • Emil Frey;
    • Planex Group;
    Ao total, a Sauber Motorsport conquistou 4 patrocinadores ao longo da temporada 2010 de F1, até o momento. Isso significa exatamente a metade dos patrocinadores da Renault.

    Este cenário mostra que uma equipe deve pensar em diversos tópicos ao tomar suas decisões no inicio de cada temporada. A partir da fabricação de um carro competitivo, pilotos com maior apelo para o marketing como Robert Kubica, ajudaram a equipe francesa a arrecadar mais investimentos para se desenvolverem ao longo da temporada e já começar a preparação para próxima.

    Esta também é uma demonstração de que as portas para entrada na F1 atual não são tão fáceis como parecem já que não basta você ter talento mas também precisar se encaixar nos planos de imagem da equipe. Isso sem contar já ter um bom patrocinador para te apoiar, pois não existe equipe que não precise de mais dinheiro.

    Créditos de imagens: F1 GP Update.

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