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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ayrton Senna, 20 anos depois

ESPORTES

AYRTON SENNA DECIDE NÃO CORRER EM ÍMOLA EM PROTESTO PELA MORTE DE ROLAND RATZENBERGER

Enviado de San Marino, 2/5/1994

Ayrton Senna estava transtornado e muito abatido na manhã de domingo e em conversa tensa com o chefe da equipe Frank Williams tomou a difícil decisão de não disputar o Grande Prêmio de San Marino, 3ª etapa do Campeonato Mundial.

Senna deixou o autódromo pouco antes do horário da largada em direção a sua casa em Portugal. Provavelmente da sua casa assistiu a 3ª vitória consecutiva do jovem alemão Michael Schumacher, que agora tem 30 pontos de vantagem sobre o brasileiro tornando a disputa do tetracampeonato cada vez mais difícil porém, depois de todos os ocorridos neste fim de semana, o título no fim da temporada era o que pouco importava para Ayrton Senna.

Ayrton deixando o autódromo pouco antes da largada, decisão de não correr.

A Williams respeitou a decisão do brasileiro e não o pressionou por uma decisão contrária. O mundo da Fórmula 1 de fato estranhou a atitude do brasileiro mas a entendeu perfeitamente depois dos ocorridos neste trágico fim de semana. Antes do evento em Mônaco, Senna se reunirá com os principais pilotos da categoria para tomar medidas visando a segurança dos autódromos.

Por sua vez a FIA analisará a sua ausência no Grande Prêmio. O diretor de provas Roland Bruynseareade chegou a cogitar uma punição ao não comparecimento no grid de largada o que pode comprometer ainda mais a disputa pelo título mundial. Alguns especialistas disseram que o Ayrton deveria ter ido para o grid, dado uma volta e parado nos boxes assim evitando quaisquer ações da FIA.


01/5 - as respostas sobre sua desistência

Ayrton respondeu aos jornalistas que não estava em sua plenitude física e mental para disputar a corrida e que os eventos transcorridos neste fim de semana tornaram o ambiente tenso e insustentável para a prática de sua profissão. O brasileiro demonstrou muito abatimento mas safo de sua decisão.

Visando a quarta etapa do Campeonato Mundial, Ayrton Senna e a equipe Williams treinarão novamente na pista francesa de Nogaro a fim de testar novos compostos aerodinâmicos e atualizações no problemático FW16 que nas mãos de Damon Hill, mais uma vez, decepcionou no Grande Prêmio de San Marino conseguindo apenas a 6ª colocação.


Após a decisão de não correr, Senna procurou Schumacher para a reunião da GPDA.

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sexta-feira, 29 de março de 2013

O Iluminado Ayrton Senna da Silva

O dia em que o deus Senna iluminou Donington


No dia 11 de Abril completará 20 anos da maior façanha vista em uma corrida na Fórmula 1.

O céu estava encoberto e a chuva caído forte, suficiente para encharcar o asfalto do circuito de Donington Park, na Inglaterra. Cerca de 50 000 pessoas enfrentaram o mau tempo e o frio para assistir aquela que foi a única corrida realizada naquele circuito que, antes daquela prova - e até hoje - tinha sido palco de várias competições de categorias de acesso ao mais desejado campeonato de carros de corrida do Mundo.

A pole position daquele Grande Prêmio da Europa havia sido marcada em piso seco pelo piloto francês Alain Prost. Em 1993, ele competia pela equipe Williams, cujo carro representava o que de mais moderno existia em termos de tecnologia embarcada. Naquela época, era permitido por regulamento o uso das suspensões ativas e a Williams já dominava totalmente esta tecnologia, o que resultava em uma incrivel superioridade do time inglês de Frank Williams para com os demais concorrentes.

O modelo Williams de 1993 era denominado FW13C e tinha sido apelidado por Senna, que corria de McLaren Ford, de "carro de outro planeta", tamanha era a vantagem que aquele bólido ditava sobre os rivais. Os carros da Williams tinham ainda a vantagem de contar com os eficientes motores Renault v10, contra os menos potentes v8 da Ford da McLaren de Senna e Michael Andretti, seu companheiro de equipe norte-americano. O mesmo Ford v8, mas com uma especificação superior, equipava os carros da Benetton do alemão Michael Schumacher e do italiano Riccardo Patrese. 


Ayrton Senna largou na 4ª posição.

lutou contra Wendlinger e Schumacher
Schumacher ficou para trás
Damon Hill já tinha ficado para trás
Alain Prost não foi páreo
Em 1 volta, de 5º para 1º
Mas todas essas vantagens só aconteciam quando a pista apresentava boas condições. E foi na garoa e na pista molhada de Donington que Senna pôde bater o favoritismo de Prost com o seu Williams, e o melhor conjunto de Schumacher, colocando em prática toda a sua habilidade de piloto tricampeão do mundo. O brasileiro largava apenas na quarta posição. Ele tinha feito o tempo de 1'12''107, contra 1'10''458 do pole Alain Prost. Ainda a frente de Senna no grid de largada estavam Damon Hill - com o outro Williams - e Schumacher, com Benetton Ford.

Quando foi dada a largada, uma leve cortina de água levantou-se, deixando boa a visibilidade apenas para Prost que estava à frente de todos. Mas foi ai que valeu a perícia de Senna na pista molhada. Notadamente com desempenho superior aos outros pilotos neste tipo de condição, Senna não se intimidou com a perda de uma colocação para Karl Wendliger (Sauber), instantes depois da largada, caindo para a 5ª posição, e começou a superar um a um já a partir da curva Craner, a segunda depois da reta de chegada. Ali ele ultrapassou Schumacher e passou a ser o 4º colocado. Em seguida, na curva Old Hairpin, ele recuperou a posição em cima de Wendliger, indo para a 3ª posição.

Depois foi a vez de ultrapassar Damon Hill, e uma manobra bastante arriscada, colocando o carro por dentro em uma curva de alta velocidade e tendo de frear mais dentro da curva McLean's para realizar a manobra. Mesmo assim, o carro permanecia sob o controle de Senna, que já era o 2º colocado.

Senna esteve a beira da perfeição em Donington Park
Ai foi a vez de superar Alain Prost, com o seu carro todo equipado de tecnologia. Em uma manobra ainda mais ousada, ele colocou novamente seu McLaren em um espaço somente de quem tem o respeito dos mais consagrados pilotos da história sabia que poderia "dominar" aquela situação. Prost olhou o carro do brasileiro do seu lado direito na curva Melbourne Hairpin, um cotovelo, e parecia não acreditar que seria ultrapassado.

Ainda mais com o piso molhado e escorregadio que era apresentado no local. Senna acelerou fundo do meio a saída da curva, manteve o controle do carro e seguiu para concluir a primeira volta da corrida em 1º lugar. Foi uma das voltas mais emocionantes da história da categoria, onde foi possível assistir a verdadeira arte de se conduzir um carro de Fórmula 1. Um prazer que Senna sempre dava em suas apresentações.

Na mesma volta, outro piloto brasileiro fazia boa prova. Rubens Barrichello com um Jordan Hart, estava na terceira corrida na categoria. Depois de largar em 12º lugar, cruzou a primeira volta em 4º lugar. No fim, acabou abandonando a corrida.

Barrichello também brilhou em Donington Park
Lá na frente, Senna mantinha o pé direito acelerando fundo o seu McLaren. Já abria 4s245 em relação a Prost, o 2º colocado, na segunda passagem. O show de Senna continuava a ser visto. O carro McLaren #8 era constantemente colocado - ou seria melhor dizer domado? - de lado, como nos velhos tempos em que ele participava das competições de kart. 

A corrida seguia e a pista começou a secar e a formar trilho. Mesmo assim, Senna só perdeu a primeira posição na prova por duas ocasiões. A primera delas na volta 19, quando entrou nos boxes para fazer seu primeiro pit stop e colocar os pneus de seco. Prost conseguiu tomar a frente, mas apenas por alguns instantes, até quando foi também para a sua troca de pneus. Voltou a chover depois, mas Senna insistiu em manter-se na pista com os pneus de pista seca, enquanto outros competidores, como Prost, trocaram os pneus para chuva. Foi nesta hora que, por exemplo, Schumacher não conseguiu manter seu carro com pneu liso no molhado e rodou, ficando preso na brita, abandonando. 

A segunda vez que Senna não ficou na liderança foi entra as voltas 35 e 38. Prost novamente ficou à frente devido a outra parada de Senna nos boxes. Mas na volta 39, quando Prost foi fazer seu pit, Senna retomou a liderança. Mantendo um ritmo forte durante todas as voltas - que lhe rendeu também a melhor marca de volta na corrida, na 57ª passagem, com o tempo de 1'18''029, 1s350 mais rápido do que a segunda melhor, de Damon Hill, na volta 55.

Ao fim das 76 voltas, depois de 1h50min46 de corrida, Senna recebeu a bandeirada em 1º lugar, com a absurda vantagem de 1min23s199 para o 2º colocado. O brasileiro só não deu uma volta sobre o inglês da Williams, pois do 3º colocado até o 11º colocado - que foram aqueles que terminaram a prova - , todos acabaram ultrapassador pelo líder Senna durante a prova.

Ayrton Senna, 1min23s de vantagem sobre o 2º colocado.
Naquele dia nublado e de céu cinzento, só teve uma coisa que brilhou: o iluminado Ayrton Senna da Silva. Por causa de demonstrações como aquela, Senna é considerado por muitos um piloto hour concour na Fórmula 1. Se Michael Schumacher é lembrado como o maior campeão e recordista da categoria, Ayrton Senna sempre será o maior piloto, um verdadeiro deus do esporte.

O dia em que Senna assombrou o mundo da F1.

Revista Racing
Ano 7 nº 98
por Venício Zambelli

domingo, 25 de novembro de 2012

Tricampeão Mundial de Fórmula 1

Sebastian Vettel continua sua saga em busca dos números conquistados por Michael Schumacher



Sebastian Vettel, 25 anos, é o mais jovem tricampeão mundial de Fórmula 1. Ele acabou de entrar no seleto grupo de "gigantes" tendo ao seu lado "mitos" como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Jackie Stewart, Jackie Brabham e Niki Lauda.

Na frente do alemão apenas Alain Prost, tetracampeão mundial, Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial e o recém aposentado Michael Schumacher, heptacampeão mundial. A conquista deste ano teve contornos épicos por causa do extremo equilíbrio, talvez o mais equilibrado campeonato mundial já visto na Fórmula 1 entra para a história pelas constantes disputas dentro da pista, pelos constantes toques entre os pilotos, a batalha técnica entre Red Bull, McLaren e a Ferrari e pela confirmação da grande geração de pilotos que temos atualmente.

Sebastian Vettel se sobressai neta nova geração. O garoto prodígio estreou na Fórmula 1 em 2007, isto significa que ele tem "apenas" cinco anos de ativa na categoria, tendo conquistado três títulos mundiais consecutivos, sem contar a grande quantidade de poles e vitórias conquistadas na sua curta carreira na categoria até então.

Indianapolis, 2007 - Interlagos, 2012 - 26 vitórias / 35 poles / 3 títulos mundiais
Neste ano brotou a tese de que Sebastian Vettel detêm este números impressionantes apenas porque pilota um carro acima da média. Temos que considerar que, de fato, o conjunto RBR-Renault é o melhor e mais regular da atividade, mantendo um nível elevado nos últimos três anos e o projeto assinado pelo "mago" Adrian Newey realmente ajudam o jovem piloto a conquistar seus números porém o equilibrio demonstrado neste ano, as dificuldades enfrentadas pelo alemão em várias circunstâncias e as pressões sofridas até a última volta da temporada comprovam que, Sebastian Vettel possui maturidade e excelência no seu nível técnico como piloto. 

Fernando Alonso fez um belíssimo trabalho nesta temporada, fez o que pôde com um equipamento inferior mas a habilidade de Vettel aliada ao conjunto RBR-Renault-Newey foram determinantes para o resultado final desta emocionante temporada.

Fernando Alonso, segundo vice-campeonato na carreira.
Ficam os destaques também para Kimi Räikkonen que retornou à categoria máxima do automobilismo de forma brilhante, mesmo sem ter um equipamento técnico que lhe permitisse ir além, conseguiu ser constante e conseguiu uma vitória e como consequência foi o merecido 3º colocado no Campeonato Mundial. Lewis Hamilton, que se não tivesse tido tantos problemas de confiabilidade no seu McLaren teria lutado pelo título mundial, obteve ótimos resultados e também foi um dos destaques do ano. Opinião particular, fez uma péssima escolha ao trocar a McLaren pela Mercedes GP. Espero que ele consiga elevar o nível apresentado pela equipe alemã para a temporada 2013.

Raikkonen, 1 vitória - 3º lugar 

Hamilton, 4 vitórias - 4º lugar
Dos brasileiros podemos destacar a ótima recuperação de desempenho do Felipe Massa na segunda parte da temporada. Após uma péssima primeira parte aonde pouco fez e todos davam como certa sua demissão da equipe italiana, Felipe se recuperou, pontuou regularmente, renasceu para a categoria e teve seu contrato renovado por mais um ano com a Ferrari. O pódio no GP do Brasil foi merecido pela sua recuperação. 

Infelizmente Bruno Senna não deixou uma imagem muito positiva. Foi constantemente superado pelo seu companheiro de equipe nos treinos classificatórios e apesar de sua regularidade em corridas, não demonstrou muito arrojo para ir além e foi afobado em muitas ocasiões,  e sua afobação quase resultou na definição do campeonato mundial no incidente entre ele e Vettel no GP brasileiro. Sua saída da Williams deve ser oficializada em breve e suas opções para o próximo ano são Force India, Caterham ou Marussia.

Felipe Massa, pódio no GP do Brasil e a recuperação da confiança.
 E o GP do Brasil assistiu pela última vez a apresentação do lendário Michael Schumacher, que aos 43 anos encerra sua brilhante carreira na F1. Seus últimos sofríveis anos na Mercedes GP não apagam sua dourada carreira recheada de títulos, recordes, polêmicas e constatação de que, se Ayrton Senna foi considerado o melhor piloto de todos os tempos pela grande maioria da opinião mundial, Michael Schumacher é o maior piloto de todos os tempos pelos seus números conquistados, pela sua vasta coleção de recordes, pela recondução da famosa equipe Ferrari às vitórias e por sua extrema dedicação e comprometimento demonstrados ao longo dos anos pelo alemão na sua excepcional carreira, Auf Wiedersehen Schumacher!


por Cláudio Souza
@claudiosgs

crédito de imagens: GP Update

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os Piores dias de Schumacher

Schumacher completa hoje 42 anos, mas sua carreira não foi só de vitórias e alegrias.

Ímola 2003 - Vitória horas depois da morte de sua mãe Elizabeth.

Michael Schumacher teve disputas quentes, toques, ambição exagerada e jogos não muito limpos, o maior de todos já passou por tudo isso. Separamos alguns momentos infelizes do alemão para lembrar que mesmo sendo o maior de todos, ele também é falível.

GP da França 1992

 Senna e Schumacher - Convivência não muito pacífica.

Um dos gp's mais acidentados de Schumacher. Chegando à curva Adelaide, ainda na primeira volta, ele tocou a traseira do McLaren Honda de Ayrton Senna. O brasileiro ficou fora da disputa e bravo com o alemão, querendo pega-lo pelo pescoço antes da relargada, depois que a prova foi interrompida devido à chuva, na volta 19. "Eu acerto aquele sem-vergonha", disse Ayrton, para um desconcertado Michael.

 
A Trapalhada do Alemão.

GP da Africa do Sul 1993

  
Schumacher e Senna mais uma vez.

Michael disputou roda a roda novamente com Senna na abertura do campeonato de 1993. Eles foram ultrapassados pelo Williams Renault de Alain Prost, mas continuaram disputando posição até a volta 40, quando Michael lançou-se por dentro. Mas Ayrton tomou sua tangência normal e fez com que o piloto da Benetton rodasse. Para Schumacher, aquilo foi uma lição de disciplina e determinação.
  
GP do Japão 1993 

 Barbeiragem grotesca em Suzuka.

Michael classificou o Benetton em 5º em Suzuka, atrás dos Williams de Prost e Hill e dos McLaren de Senna e Hakkinen. O alemão estava em 6º lugar quando Damon Hill o ultrapassou e, na sequência, o britânico foi para cima de Gerhard Berger. Tentando aproveitar-se da disputa a frente, Schumacher colocou-se entre os dois, mas não deu certo: o Benetton foi fechado pelo Williams e Schumacher acabou fora.

GP da Austrália 1994 

 Schumacher desolado após sua manobra desleal sobre Hill.

O maior erro - o qual queimou a reputação de Michael por muitos anos. Um ponto à frente de Damon Hill na tabela de pontuação do campeonato, Schumacher foi para a Austrália para umd dos episódios mais disputados dos últimos anos. O alemão classificou-se entre os dois Williams de Mansell ( na pole ) e de Hill ( na 3º posição ). Então, na volta 36, Michael deu um passeio fora da pista: escorregou e acertou a mureta de proteção. O acidente aconteceu bem a frente de Hill. O Benetton de Schumacher voltou para a pista, mas Damon colocou seu Williams por dentro para realizar a ultrapassagem. Só que o atual heptacampeão fechou a passagem de Hill, os dois se tocaram e Schumi chegou a ficar apoiado em duas rodas antes de bater na barreira de pneus. Michael estava fora - e Damon também, com a suspensão quebrada. Schumacher foi campeão, mas a manchete mostrava a forma como ele defendeu sua posição contra Hill.

  A decisão do título de 94.

 

GP de Mônaco 1996 

Erro de Schumacher em Monaco.

Uma das corridas mais curtas de Michael. Ele classificou-se na pole, mas as ruas de Monte Carlo são estreitas. Damon Hill conseguiu acelerar na reta e colocar seu carro à frente de Schumi. Antes da curva Portier, Michael colocou seu pneu dianteiro muito perto do meio-fio. A Ferrari acertou a calçada com a roda dianteira direita e acabou ficando sem controle. Antes, a roda dianteira esquerda já havia acertado o muro.

GP da Europa 1997 

 Como em 94, a deslealdade falou mais alto.

 Um capítulo parecido com a história de Adelaide 1994. Na batalha entre Schumi e Jacques Villeneuve pelo título, o alemão tentou jogar o canadense para fora da pista em uma ultrapassagem legítima. Mas o pior sobrou para a própria Ferrari de Michael, que foi para a brita. Villeneuve garantiu assim o título mundial. A FIA julgou mais tarde que a manobra de Schumacher foi instintiva e que não houve malícia.

Schumacher x Villeneuve - Jerez 1997

GP do Canadá 1999

Schumacher qualificou-se na pole position à frente de Mika e sua McLaren MP4/14. Depois de 20 voltas, ampliava sua liderança. Mas aí veio o pior. No fim da volta 30, ao fazer o "S" que dá acesso à reta dos boxes, ele perdeu o controle da Ferrari, escorregou e bateu no muro de proteção antes da linha de chegada. Não houve como retornar a corrida e entregou assim a vitória a Mika Hakkinen.

Schumacher e o "Muro dos campeões". 

GP do Brasil 2003

 Schumacher roda sozinho e abandona o GP.

Foi uma prova antológica, com a vitória de Giancarlo Fisichella, da Jordan. Mas o destaque da corrida foi o fato de seis pilotos, incluindo Michael Schumacher, terem terminado suas corridas na curva do Sol, em Interlagos. As saídas de pista foram causadas pelo acúmulo de água da chuva. "Aquaplanei e virei apenas um passageiro do carro", concluiu Schumacher.

  GP's da Hungria '92, Inglaterra '95 e '99, Bélgica '98 e Abu Dhabi 2010.

O pior momento na carreira de Michael Schumacher aconteceu na primeira volta do GP da Inglaterra de 1999. Depois de ser ultrapassado por seu companheiro Eddie Irvine na largada, Schumi passou reto na curva Stowe com sua Ferrari a mais de 300 km/h e foi parar na barreira de pneus. Michael quebrou a perna direita na batida. O time italiano informou que houve um problema nos freios traseiros do seu carro e esse foi o motivo real do grave acidente. Este foi o único momento de sua carreira em que ele acabou machucado, mas por sorte não aconteceram acidentes graves, como em Hungaroring 1992, quando o Benetton do alemão perdeu a asa traseira no meio da reta e o seu carro acabou na brita.
Em Silverstone 1995, Schumacher acabou sendo acertado com força pela Williams de Damon Hill. Em Spa 1998, o alemão "encheu" a traseira do McLaren de David Coutlhard e na última corrida da temporada de 2010, Schumacher acabou se envolvendo num acidente com Vittantonio Liuzzi que poderia ter sido de seríssimas proporções. 

 
Silverstone 1999

Hungaroring 1992

Silverstone 1995

Spa 1998

Abu Dhabi 2010

 Michael Schumacher, 42 anos, parte para a sua 18º Temporada de F1.

Texto de Alan Henry
Revista Racing 
Nº 170 - Ano 10
fotos: www.google.com.br/images
videos: www.youtube.com.br
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