quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Jogo Virtual de F1

Grand Prix Racing Online
www.gpro.se


Um jogo gratuito e virtual de F1 aonde você gerencia sua equipe, controla as finanças, monta estratégias sempre com o objetivo único: vencer

Assim como na Fórmula 1 ou qualquer esporte à motor, você tem que trabalhar muito para ter sucesso no gerenciamento do jogo. No GPRO existem muitas coisas que você tem que gerenciar e cuidar, como contratação de seus pilotos e diretores técnicos para sua equipe, acertar o carro para treinos e corridas, gerenciar o "staff" e as facilidades, negociar contratos com patrocinadores e muito mais.

São 17 corridas por temporada, com duas corridas por semana, e você pode gastar poucas horas da semana gerenciando sua equipe. Mas com muitas coisas a fazer, quão mais esforço você tiver, quão mais você treinar seu piloto ou acertar bem o seu chassi pode ser a grande diferença entre uma promoção de nível ou rebaixamento. Isso mesmo, neste jogo existe o pesadelo chamado "rebaixamento".

Você pode ver suas corridas ao vivo e aproveitar para bater papo com outros jogadores no seu grupo e de outras divisões, veja você mesmo como seu piloto se sai nas corridas, e decida a melhor estratégia de corrida de acordo com as estatísticas do seu piloto e das condições de tempo. Você pode criar times com seus amigos ou jogadores pelo mundo afora que compete em campeonatos de "construtores". E isso tudo pode ser feito por um simples navegador de internet da sua casa ou do seu trabalho a qualquer hora! Não precisa fazer download de absolutamente nada.

  Acompanhe o desempenho de seu piloto nas corridas

As finanças tem papel fundamental aliada a pura matemática

GPRO é um jogo em desenvolvimento contínuo, e para isso os desenvolvedores são abertos para opiniões dos jogadores. Isso pode ser feito pela extensa lista de foruns, ou pelo sistema interno de conversas dos administradores do jogo. Sempre há grandes pessoas na internet interessadas em ajudar e compartilhar idéias sobre muitas coisas ligadas ao automobilismo, isso é um real forúm de Fórmula 1.

Se você é um grande fã de F1 e esporte a motor, quer fazer parte de uma grande comunidade de amigos, aproveite os debates sobre as corridas de F1 com pessoas conectadas ao redor do Mundo.
Como é o Jogo?

Piloto:
Quando você inicia o jogo, você precisa contratar um piloto e o próprio jogo irá escolher um piloto para você. Claro, nem tudo que vem de graça, é bom, então provavelmente seu piloto não será um "expert". Você terá que treina-lo e desenvolver suas habilidades.

 O piloto é uma parte importante na engrenagem...

Finanças: 
Sempre quando você inicia o jogo, é disponibilizado para você um patrocínio com verba de $ 1.000.000,00 por corrida. Só que você tem que ficar atento pois o contrato de patrocinio não tem duração para a temporada toda. Então é muito bom, ao começar a sua temporada, já iniciar negociações com um patrocinador. Você terá que escolher ele em uma extensa lista, você terá que levar em consideração várias situações, como um autêntico dono de equipe.

Calendário e Corridas:
A temporada está para começar, 17 corridas lhe esperam. São duas corridas por semana, sempre as 15h ( horário de Brasília ) das terças e sextas feiras. Para quem gosta do jogo, esses dias são de extrema tensão para saber o resultado de toda a sua estratégia montada.

  Duas vezes por semana, a tensão aumenta...

Acerto de chassi e estratégia:
Chega a parte mais legal e matemática do jogo. Neste momento você começa a sentir na pele o que Ross Brawn, Frank Williams e outros diretores sentem quando precisam montar um plano de ação. Você tem que levar sempre em conta as condições de pista, se é uma pista de alta, média ou baixa velocidade, se consome muitos os pneus, se o consumo de gasolina é alto ou baixo e muito mais informações. A Matemática se torna a sua grande aliada, e qualquer erro nas contas, pode prejudicar todo um plano montado e o seu resultado no final da temporada pode ser prejudicado.

  As informações são muito bem detalhadas neste belíssimo simulador

Treinos, Treinos Oficiais e Corrida:
Verificando as informações da pista, você terá que começar a colocar o piloto na pista. Você tem direito a 8 voltas de treinos não-oficiais. Nesta hora você vai acertar o chassi, você tem opção de 0 a 999 para configurar seu carro. Você configura o nível de asa dianteira, asa traseira, motor, freios, relação de marchas, suspensões e tipo de pneus. 
Você irá configurar o set-up e o seu piloto lhe passará um "feedback" do carro. Se o carro estiver do jeito que o piloto gosta, ele irá te responder "O carro está bom", se o carro não estiver do jeito que o piloto goste, ele irá reclamar, e você terá que dar atenção as reclamações e acertar o carro da maneira que ele quiser. Chegando a um consenso, o piloto fará a volta rápida e você, como diretor, achará a configuração ideal do carro.
Pronto, agora você terá duas voltas de classificação. A Primeira classificação você fará exatamente com a configuração que você achou. A segunda classificação, você terá que fazer já com a quantidade certa de combustível que seu piloto largará na corrida. Nesta hora entra a estratégia e a matemática pura.
Você terá que analisar consumo, quantas paradas nos boxes seu piloto irá fazer, em qual volta ele irá parar, terá que analisar consumo de pneus, temperatura da pista, se vai chover ou não, e com tudo isso, você montará a sua estratégia de corrida.
Feita a volta, a soma dos dois treinos lhe dará o resultado final da qualificação.
Montada a estratégia de corrida, você tem os retoques finais como quantidade de combustivel para cada "perna", se você quer que seu piloto seja mais agressivo ou cauteloso na largada e com quantas voltas você quer que ele fique na pista se caso a chuva chegar e o mesmo se a chuva acabar.

 As informações de pista são de extrema importância.

 
Uma pequena amostra da importância de cada volta feita nos treinos...rs

Objetivos: 
Claro, o objetivo do jogo de qualquer gerenciador ou piloto de F1 é vencer. Mas, diferentemente da F1, neste jogo você começar como "rookie", e existem vários níveis como "amateur", "pro" e "elite".
E para você subir de níveis, você terá que analisar financças, pilotos, situações que você irá se surpreender tamanha a realidade do jogo.
O atual campeão do jogo é um turco chamado Toygun Senler. O Brasil já teve seu campeão - o maranhense Leandro Sereno, alias, duas vezes campeão mundial.

Bom, o nosso blog resumiu bastante como funciona o jogo, claro, o simulador proporciona muito mais situações que se colocassémos aqui, o post ficaria imenso.
Apenas queremos apresentar este belíssimo jogo virtual de F1, que alia além da matemática apurada, o faro pela estratégia e administração. E gostaria de convida-los a ingressar nesta grande comunidade! www.gpro.se

  

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Campeão do Arrojo

Gilles Villeneuve
" Acelerar Sempre, cada vez mais e mais forte. Prudência e não correr riscos é algo que não faz parte da minha profissão ". Gilles Villeneuve

Joseph Gilles Henri Villeneuve

Quem procurar seu nome nas estatísticas da F1 verá que ele venceu apenas 6 GP's e nunca foi campeão mundial. Mesmo assim, e passados 28 anos de sua morte, o canadense Gilles Villeneuve continua sendo um dos maiores ídolos da história da F1. Pode parecer uma tremenda incoerência para aqueles que levam em conta apenas os números. Mas quem o viu pilotando, ao vivo ou pela televisão, tem motivos mais do que suficientes para lembrar com saudade daquele capacete vermelho e azul marinho a bordo de uma Ferrari.

O que fez Villeneuve para encantar tanta gente durante os cinco anos em que ele disputou a F1? Sua técnica era quase nenhuma: consistia simplesmente em acelerar, fosse qual fosse a circunstância. A Coragem e o talento natural, em compensação, eram enormes. O importante era acelerar. "Acelerar sempre, cada vez mais e mais forte. Prudência e não correr riscos é algo que não faz parte da minha profissão", explicava, sempre que alguém lhe perguntava sobre seu estilo de guiar. Entre um segundo lugar garantido e tentar o impossível para vencer, Villeneuve escolhia a segunda hipótese. Daí a enorme quantidade de acidentes espetaculares e motores estourados que Villeneuve colecionou ao longo de seus cinco anos de F1, entre 1977 e 1982.

Gilles e seu clássico arrojo.

Daí, também sua enorme popularidade: seu arrojo e coragem também proporcionaram lances dignos de um gênio. Quem não se lembra do duelo feroz que Villeneuve  travou com René Arnoux pelo 2o lugar no GP da França de 1979, em Dijon? Durante as ultimas três voltas, os dois andaram lado a lado, tocaram rodas e levantavam nuvens de fumaça branca nas disputas de freada. Villeneuve ganhou o duelo, apenas 0s3 à frente de Arnoux. E a sensacional ultrapassagem na curva Saint Devote, sobre o mesmo Arnoux, no GP de Mônaco do ano seguinte? Ou sua última vitória, no GP da Espanha de 1981, resistindo ao assédio de Jacques Laffite, John Watson, Carlos Reutemann e Elio de Angelis nas últimas voltas?

Batalha Épica - Gilles vs. Arnoux - França 1979

Façanha em Mônaco contra o mesmo rival - René Arnoux

Início Curioso
Como Villeneuve chegou à F1 é algo extremamente curioso. Até estrear pela McLaren no GP da Inglaterra em 1977 (único GP que ele não disputou com uma Ferrari), Villeneuve só havia ocorrido uma vez na Europa - no ano anterior, ele disputou uma prova do Europeu de F2 em Pau, na França, onde seu carro quebrou. Era um completo desconhecido quando surgiu em Silverstone ao volante do terceiro McLaren, que levava o número 40. 

Gilles na McLaren Ford nº 40 - Estréia inusitada na F1

Naquele mesmo ano de 1977, o então campeão mundial James Hunt foi convidado para disputar uma prova de Fórmula Atlantic no Canadá - era exatamente o campeonato que Villeneuve continuava disputando, depois de ser campeão vencendo 9 das 10 provas de 1976. Hunt ficou tão impressionado com a condução de Villeneuve que comentou com o então dono da McLaren, Teddy Meyer. Este convidou Villeneuve para correr na Inglaterra, e o canadense não desperdiçou a chance: classificou-se em 9º no grid, andou um bom tempo em 7º e só terminou em 11º porque o motor superaqueceu. Mesmo assim, foi uma surpresa quando, algumas corridas depois, Villeneuve surgia na Ferrari substituindo Niki Lauda.

Villeneuve era um piloto muito especial. Morou durante anos num motor-home, junto com a mulher Johanne e os filhos Jacques e Melanie. Seu estilo bravíssimo e a fidelidade à Ferrari (assinava seus contratos quase sem ler, atitude que certamente fez com que ele deixasse de ganhar alguns milhares de dólares a mais por ano) eram tudo o que a torcida italiana mais apreciava. E havia o caráter, amplamente elogiado por Enzo Ferrari em seu livro "Piloti, che gente...". Jody Scheckter, companheiro de Villeneuve na Ferrari, liderava o campeonato em 1979 e tinha chances de ser campeão no GP da Itália. Na semana anterior à corrida, Enzo Ferrari chamou Scheckter e Villeneuve para uma conversa: "Este título é do Jody. Você ainda tem uma carreira longa pela frente e, a partir do ano que vem, vamos trabalhar para você ser campeão". O que hoje pareceria absurdo aconteceu: Villeneuve concordou e, na corrida, não incomodou Scheckter, que acabou mesmo conquistando o campeonato.

Antes de falecer,  Enzo Ferrari confidenciou que Gilles foi o seu piloto predileto.

A Familia Villeneuve: Johanne e Gilles com Melanie e Jacques.

Em 1980, os carros da Ferrari foram muito pouco competitivos e Villeneuve não teve qualquer chance de pelo menos vencer um GP. A temporada seguinte foi dispendida no desenvolvimento do motor Ferrari turbo, mas ainda teve um saldo positivo com as vitórias de Gilles em Mônaco e na Espanha. E em 1982... A Ferrari tinha o melhor carro e Villeneuve, tudo para ser campeão. Mas a história terminou de maneira trágica.

No GP de San Marino, Villeneuve liderava, com Didier Pironi (que entrara na Ferrari no lugar de Scheckter em 1981) em segundo. Do box, veio uma placa para ambos manterem suas posições, mas Pironi não a respeitou e venceu a corrida na última volta. Irritadíssimo com a traição do companheiro, Villeneuve cortou relações com o francês e, apesar de Enzo Ferrari ter ficado publicamente ao lado do canadense, o mesmo começou a conversar com a Williams para a temporada seguinte.

Ímola 1982 - A Traição

Ímola 1982 - A Decepção de Gilles no pódio.

8 de maio de 1982, último treino para definir o grid de largada para o GP da Bélgica, em Zolder. Faltando oito minutos para o final, Gilles tem um tempo fracionalmente mais lento que o de Pironi e coloca seu último jogo de pneus. Vai tentar uma "volta voadora" para melhorar sua posição no grid (estava na quinta fila) e, de quebra, largar à frente do companheiro - um passo importantíssimo na guerra interna da equipe. Dá a primeira volta aquecendo os pneus e, na segunda, acelera forte. Na metade da volta, Gilles vê a sua frente o March-Judd de Jochen Mass, que vinha lentamente. Villeneuve tenta passar Mass pela direita, mas as rodas dos dois carros se tocam e a Ferrari levanta voô. Segue-se uma uma impressionante sucessão de capotagens, durante as quais Villeneuve é atirado para o outro lado da pista, ainda atado ao banco. É levado para o hospital de Louvain, na Bélgica, mas a coluna cervical está partida em três pedaços e há sérias lesões na cabeça. Villeneuve chega ao hospital clinicamente morto. Horas depois, seu coração parou de bater.

Acidente Fatal de Gilles Villeneuve

O destino acrescentaria um epílogo à história de Gilles. Pironi passou a ser o maior favorito à conquista do título de 1982 e liderava o campeonato até Hockenheim, no GP da Alemanha. No último treino, sob chuva e já com a pole garantida, Pironi não viu o Renault de Alain Prost à frente de uma nuvem de água e levantou voô após um toque de rodas. Teve fraturas nas duas pernas e perdeu um título que parecia certo. Nunca mais disputou um GP de F1 e morreu em agosto de 1987, em uma prova de lanchas offshore. Semanas depois, a mulher de Pironi deu à luz um par de gêmeos. Seus nomes: Gilles e Didier.


Gilles Villeneuve em números

18/01/1950 - 08/05/1982
6 vitórias
2 poles
7 melhores voltas
1971/1972/1973 campeão de corridas de trenó na neve
1976 campeão de Formula Atlantic
1979 vice-campeão mundial de Fórmula 1

Texto Extraído da Revista Racing
nº 6
por Luiz Alberto Pandini 

domingo, 5 de setembro de 2010

Carlos Reutemann

El Lole disse: "NÃO!"

Jacarépagua, 1981

O domingo estava chuvoso em Jacarepaguá naquele ínicio de tarde do dia 29 de março de 1981. O Grande Prêmio do Brasil era a segunda etapa do Mundial de Pilotos e Construtores de F1 e a equipe Williams se constituia em uma das principais forças. Após vencer o Mundial de 1980 com Alan Jones, a equipe começou na frente com o australiano em Long Beach, local da primeira prova. Jones tinha feito a pole nos Estados Unidos e vencido a prova, começando bem a sua busca pelo bicampeonato. No Brasil, apesar da pole position de Nelson Piquet, com Brabham, o argentino Carlos Reutemann, companheiro de Alan Jones, assumiu a ponta. Para Patrick Head e Frank Williams a situação era perfeita. A equipe já fizera a dobradinha nos Estados Unidos e repetiria a dose no Rio de Janeiro. Os dirigentes da equipe decidiram que o melhor para o campeonato seria a vitória de Alan Jones.

Com esse racíocinio, ordenaram que Reutemann permitisse a ultrapassagem de Jones. Só que esse argentino, conhecido como "El Lole" e em sua décima temporada de F1, tinha outros planos. Ele fora 3º colocado no campeonato anterior, que marcou a sua estréia na Williams, e certamente achava que chegara a sua vez de ser campeão. Não adiantaram as ordens, Reutemann não obedeceu e venceu naquele dia o GP do Brasil pela quarta vez ( além do extra-oficial de 1972, faturara os de 1977 e 1978. )

A ordem da equipe bem expressa na placa - JONES_REUT

Reutemann brinca com a placa que lhe foi mostrada no Brasil, agora REUT_JONES

A equipe ficou revoltada e Alan Jones nem foi ao pódio receber seu prêmio pelo 2º lugar. O clima ficou ruim na equipe e Carlos Reutemann fechou o ano como vice-campeão, perdendo para Piquet. Além do Brasil, venceu só mais uma, na Bélgica. Jones, por sua vez, só voltou a vencer em Las Vegas, prova que Reutemann precisava vencer para ser campeão.

Resumo GP Brasil de F1 - 1981

Opinião:
Essa atitude do argentino Carlos Reutemann demonstrou que é preciso ter personalidade e coragem para peitar sua equipe e impor a esportividade. Fórmula 1 é feito por homens acima de tudo. Será que essa dose de coragem e personalidade que sobravam em pilotos como Carlos Reutemann e Nelson Piquet, faltam nos pilotos de hoje em dia ?
Deixo a resposta com vocês...
Abraços e Boa Leitura!

Texto Extraido da Revista Motorsport Brasil
Ano 1 - Nº 7
Por Américo Teixeira Jr.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ah, Spa! Obrigado por mais um bom domingo!

Spa!
Ah, Spa!

Como é bom ver na televisão uma pista de verdade onde os pilotos realmente devem pilotar como sempre sonharam em fazer!

O traçado da Bélgica é realmente diferenciado com longas retas de altíssima velocidade, curvas rápidas, curvas lentas e o principal: inúmeros pontos de ultrapassagem. Isso tudo misturado com o tempo que varia de uma volta para a outra ou de um setor para o outro, sempre proporcionam grandes espetáculos da F1. E isso não é de hoje.

Ah, Spa!
Obrigado por voltar a minha TV. Estava com saudades desde a ultima corrida por ai em 2009, onde foi tão boa quanto em 2008, 2007 e por ai vai.

Lembrar das ultimas 4 edições do GP da Bélgica é algo maravilhoso para os fãs de automobilismo. Não só da F1, mas qualquer categoria que passe por lá, tem sua melhor etapa da temporada.

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A edição de 2010 não foi nada diferente. Teve de tudo: postulante ao titulo tirando rival da pista, piloto comemorando corrida história abandonando na primeira volta, mudança na liderança do campeonato após de pilotagem em situações adversas, recuperação de péssima largada.

Como sempre, o GP da Bélgica é sempre fantástico, mais para uns do que para outros, mas sempre enche os olhos de alegria assistir a esta etapa.

Lewis Hamilton venceu após uma ótima largada e um pouco de sorte, já que Mark Webber teve problemas e perdeu a primeira posição junto a muitas outras.


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Na terceira posição apareceu um Robert Kubica que está aos poucos levando a equipe Renault de volta aos bons resultados. Este não foi o primeiro pódio do polonês neste ano e tenho certeza de que não será o ultimo. Kubica é um piloto excelente, mas conta com um carro muito melhor do que os bólidos feitos pela equipe nos três últimos anos. Sabemos que em 2008, a equipe venceu duas etapas com Fernando Alonso, mas em uma das vitórias, será que foi mesmo por mérito da equipe e do piloto espanhol?

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Um dos nomes mais citados nesta etapa foi o de Sebastian Vettel. Infelizmente não de uma boa maneira já que não vimos uma atuação de um piloto que quer ser campeão mundial de F1. Em uma manobra que, caso fosse bem sucedida seria aplaudida por todos. Mas este não foi o caso. A manobra de Vettel tornou-se desastrosa por um acidente normal de corrida onde ao tentar ultrapassar, perdeu o controle do carro e tirou Jenson Button da corrida e estragou a sua própria. Mais pra frente, ao ultrapassar Vitantonio Liuzzi, deixou seu pneu traseiro para o italiano furá-lo involuntariamente. Pronto, depois disso nada mais pode fazer o jovem alemão.

Vettel é um excelente piloto. Arrojado, veloz e sempre busca o melhor resultado. Mas ainda sofre do pior mal que um piloto de F1 pode sofrer, a falta de concentração que leva a grande tendência a fazer bobagens. Um dia ele aprende, eu espero.

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O campeonato escolheu seus dois principais candidatos ao titulo deste ano após as performances de Hamilton e Webber, primeiro e segundo colocados na prova, respectivamente.

O primeiro soube impor e administrar uma ótima vantagem para os rivais durante a prova, o que deu direito a uma escapada de pista no momento em que a chuva aumentou sem perder a primeira colocação. Com esta vitória, Hamilton reassumiu a liderança do campeonato faltando 6 etapas para o fim da temporada.


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O segundo, após uma largada complicada conseguiu recuperar as posições perdidas para terminar a prova a apenas 3 pontos de diferença para o líder do campeonato. Além disso, ganhou mais respeito com sua equipe onde seu prestigio é cada vez mais maior que a decepção por Vettel.

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E parece que eles estão felizes por serem, teoricamente, os únicos a disputarem o titulo. Prova disso foi um abraço comemorativo após o término da corrida.

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Fair Play? Felicidade mutua de um pelo outro? Até quando isso será assim?

Em Interlagos, voltamos a comparar o comportamento de ambos e veremos se haverá abraço no resultado final do campeonato.

A próxima etapa do campeonato acontecerá em Monza, na Itália. Esta é mais uma das pistas onde tudo pode acontecer e o piloto mais habilidoso leva grande vantagem aos demais.

Teoricamente é uma pista onde o carro da Red Bull não é tão forte, o que deixa uma boa esperança para Lewis Hamilton avançar na tabela ou para os demais tentarem voltar a disputar o titulo de 2010, campeonato que vem se desenhando como o melhor da ultima década.

Obrigado a todos pela atenção e até a próxima.

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sábado, 28 de agosto de 2010

300

Rubens Barrichello chega a um recorde histórico de 300 GP's.

No mundo cruel da F1 - Barrichello sobreviveu aos 300 GP's.

Rubens Gonçalves Barrichello. Este brasileiro de 38 anos é um predestinado. Chegar aos 300 GP's na categoria máxima do automobilismo mundial é de certa forma - respeitável. Todos devem imaginar que o mundo da Fórmula 1 seja cruel e que para sobreviver é preciso, além de muita força de vontade, preparação física e psicológia e muita habilidade além de sorte para não morrer pelo caminho.
Barrichello é de longe o piloto brasileiro mais polêmico e controverso de toda a nossa história nesta categoria. Sua estréia na F1, no longíquo ano de 1993 foi cheia de expectativas. Ele aparecia na Jordan com um currículo invejável. Tinha ganhado tudo no kartismo brasileiro e tinha respeito no automobilismo inglês. Seu padrinho, foi nada mais nada menos que o tricampeão mundial Ayrton Senna. Ele deixava claro que queria ensinar e ajudar o então jovem brasileiro em sua carreira na Fórmula 1.

 
Rubens Barrichello em seus tempos pré-F1

Barrichello estreou na F1 em 1993 pela Jordan Hart

Infelizmente esse processo foi brutalmente quebrado em 1994 no circuito de San Marino. Com a morte de Senna, esse processo de adaptação e "herança" foi antecipado. Sem equipamento, maturidade e apoio de um campeão, Barrichello se viu, da noite para o dia, como a única esperança de vitórias brasileiras na F1.
Em 1994, antes da morte de Senna, Rubinho teve o seu grande momento, conseguiu seu primeiro pódio na F1 no GP de Aida ( Japão ). Com uma corrida boa, Barrichello aproveitou-se de problemas dos favoritos ( inclusive de Ayrton ), para conseguir o 3o lugar. Seu pódio foi o último que Ayrton presenciou em vida.

Seu primeiro pódio em 1994, entre Schumacher e Berger.

Seu pior acidente na carreira

Seu pior acidente na carreira foi no mesmo fim de semana da morte do ídolo e amigo Senna. Nos treinos de sexta, Barrichello passou reto na curva que antecede a reta de chegada e foi jogado com violência para a barreira de pneus. Seu acidente visto pela TV foi brutal e sua sobrevivência foi tida como um milagre. Apenas um nariz quebrado e um braço com luxação foram as consequências deste grave acidente. Após esses traumáticos episódios, Barrichello começou a viver a dura vida da F1.

Mas com um espírito "espartano", Barrichello nunca desistiu de seus sonhos e objetivos. Muitos dizem que, nesta época, 1994-1995, Barrichello teve suas grandes chances de pular para uma grande equipe. Na entressafra de pilotos brasileiros em equipes de ponta na F1, pipocou boatos que ele teria negado ofertas da Williams e da McLaren. A oferta da Williams teriam dito foi feita após a morte de Senna, arquitetada por Nelson Piquet ( com quem compartilhava o mesmo patrocinador - Arisco ) e a Rede Globo, mas esses boatos nunca foram comprovados e até mesmo foram desmentidos pelo próprio Barrichello. A McLaren sim, fez uma proposta com duração de 1 temporada com opção de renovação da equipe, Rubens negou e optou por permanecer na Jordan.

Rubens e a Jordan Peugeot de 1995, ano de muitas expectativas e muitas desilusões

Jordan Peugeot de 1996, fim melancólico do casamento Rubens-Jordan.

Nada veio de maneira fácil na carreira deste brasileiro. Depois de ver sua carreira na Jordan terminar de maneira melancólica em 1996, Rubens optou por um desafio audacioso. Aceitou o chamado de um velho amigo - Jacky Stewart - e assumiu o cockpit do estreante Stewart-Ford. Muitos no Brasil deram a carreira do brasileiro como decadente, mas como um "bom espartano", Barrichello via na equipe escocesa uma forma de ressurgir. E assim foi, em 1997, conseguiu um pódio heróico em Monte Carlo debaixo de chuva ficando atrás apenas do seu futuro algoz - Michael Schumacher.

Barrichello em um seus momentos de ressurgimento - Mônaco 1997 - Pódio com a estreante Stewart.

O ano de 1998 foi de muito aprendizado, com um carro inguiável, Barrichello viveu as duras penas com acerto de chassi. E em 1999 teve a sua grande virada. Gary Andersson, engenheiro de Barrichello dos tempos de Jordan, assumia o controle técnico da Stewart e desenhou um carro ao estilo do brasileiro. A temporada foi de mais um ressurgimento, o talento do brasileiro saltava aos olhos dos principais chefes de equipe da F1 e Barrichello estava em seu grande momento.
Rubens Barrichello era o nome da vez na F1. Seu nome era cogitado na McLaren e na Ferrari. Os conselhos do "velho Jacky" apontavam para um acerto com a McLaren, mas o sangue ítalo-brasileiro, o sonho, fizeram o brasileiro aceitar o convite de Jean Todt para assumir o carro vermelho e ser companheiro de Michael Schumacher. Os termos deste contrato assinado nós nunca saberemos mas a expectativa criada pelo próprio brasileiro era que ele, finalmente, estaria em igualdade de condições para poder lutar pelo título mundial.
A Expectativa criada fez o Brasil apostar em Rubens Barrichello como um grande nome para a temporada de 2000. As primeiras corridas porém, mostraram o contrário. Desafiado pela própria Ferrari ao contratar Barrichello, Michael Schumacher praticamente destruiu qualquer expectativa ao vencer corridas atrás de corridas com um desempenho incomparável. Restou ao brasileiro buscar seus objetivos pessoais passo a passo , como sua primeira vitória na F1.

Stewart Ford em 1999, no pódio com Herbert e o velho Jacky em Nurburgring.

Barrichello e o sonho vermelho realizado - Ferrari F2000

A Primeira

A primeira vitória do guerreiro Barrichello não poderia ter sido melhor. De maneira traumática, Rubens largou da 18a posição, lutou, ultrapassou, brigou, contrariou a própria equipe e venceu o GP da Alemanha em 2000. Incrivelmente inspirado, Barrichello incorporou o melhor espírito de guerra ao pilotar na pista molhada com pneus de seco. Era o atrevimento que faltava para a sua tão sonhada vitória. Desde o GP da Austrália em 1993 o Brasil não tinha um vencedor na Formula 1. Esta longa espera foi alegremente terminada no dia 30 de Julho. O pódio foi regado de bastante emoção, muitas desilusões, traumas, batalhas eram derramadas em lágrimas e num choro convulsivo no pódio, finalmente o guerreiro conseguia seus louros da vitória.

A primeira a gente nunca esquece...

Depois da vitória na Alemanha, Barrichello dizia que tinha tirado uns 2 T de peso das costas. As pressões aliviaram mas as dúvidas persistiram. Schumacher conseguiu o tão sonhado tricampeonato.
Sua vida na Ferrari foi de altos e baixos. Mais baixos do que altos. A sombra de Schumacher afetava a sua relação com a equipe. O ano de 2001 foi perdido. Muitas decepções, inclusive com uma corrida desastrada no GP do Brasil e um atrito com o alemão no GP da Malásia daquele mesmo ano, quando Schumacher ultrapassou Barrichello contra as ordens de manutenção de posição imposta por Jean Todt.
Em 2002, assim como no filme "300", Barrichello teve que se curvar ao rei Schumacher e seu reinado Ferrari. Depois de uma corrída espetacular, aonde superou Schumacher na pista, teve que entregar a vitória de bandeja ao companheiro por ordens de equipe. Esse episódio negro é considerado um dos capitulos tristes de sua determinada carreira, mas mostrou ao mundo a podridão da política imposta na Ferrari, se Barrichello tivesse deixado o alemão passar durante a corrida, talvez ninguém enxergasse a evidente preferência da equipe. Sua atitude deixou o alemão em situação constrangedora.
Austria 2002 - Pódio indigesto e constragedor

Barrichello vence em Nurburgring - Vice campeão em 2002

Vitória nos Estados Unidos - presentão do alemão

Momento Inesquecível - Vitória em Monza

Show em Silverstone 2003 - Vitória Espetacular

Poucos dão valor, mas Rubens Barrichello conseguiu dois vice campeonatos em sua estadia na Ferrari. Em 2002 e 2004 quando a Ferrari teve carros superiores, Barrichello conseguiu vitórias e emplacou uma série de dobradinhas com Schumacher.

A vida pós-Ferrari

Ao final de 2005, Barrichello estava cansado de sua vida de escudeiro na Ferrari, e em mais uma de suas apostas, foi para equipe BAR Honda em 2006. A equipe era praticamente japonesa, e em seus primeiros testes, os japoneses ficaram impressionados com a dedicação do brasileiro chegando a compara-lo ao saudoso Ayrton Senna. Após as primeiras corridas, as comparações cairam por terra dando lugar as cobranças. Na 2a metade da temporada, Barrichello se recuperou e conseguiu bons resultados.
2007 e 2008 foram dois anos de muitos azares e desilusões. Os carros da Honda eram considerados um dos piores do grid, e Barrichello junto de seu então companheiro Jenson Button sofreram. Restou ao brasileiro manter sua calma e paciência, e como um bom guerreiro, esperar pelo momento certo para dar o bote.

BAR Honda 2006 - 7o lugar - 30 pontos

Honda 2007 - Pior carro de Barrichello na F1

Honda 2008 - Pódio heróico em Silverstone

Ressurgimento Final

No final da temporada de 2008, todos davam como certa a aposentadoria de Barrichello. Apontado como derrotado, decadente e sem espaço na F1, Rubens teve que assistir calado as críticas. Todos se surpreenderam quando Ross Brawn anunciou a compra dos espólios da falida Honda, tornando-a Brawn GP e a manutenção dos seus pilotos - Jenson Button e o então "aposentado" Barrichello.
O ínicio da temporada mostrou que os carros da Brawn GP eram superiores aos demais, e Barrichello assistiu Jenson Button vencer corridas em sequência. De cabeça quente, soltou algumas pérolas, mas repetia sempre " no 2o semestre a coisa vira!". Dito e feito. No 2o semestre, o guerreiro ressurgiu mais uma vez das cinzas para vencer 2 GP's, inclusive conseguiu a centésima vitória brasileira na F1 no GP de Valência, e mostrou ao mundo que era maior do que muitos achavam.
Hoje pilota a Williams, uma equipe que tem admirações complexas do povo brasileiro por inúmeras razões. Frank Williams, Patrick Head e Sam Michael não param de elogiar o veterano brasileiro, a ponto de um deles dizer " Como um cara desse nunca foi campeão mundial? ". Assim como no filme "300", não é sempre que os guerreiros vencem, mas sua persistência e determinação pela defesa de seus ideais é o que tornam esses guerreiros inesquecíveis. E com certeza, Rubens Barrichello conseguiu um espaço cativo no coração do automobilismo brasileiro e mundial ao alcançar esta marca invejável no mundo cruel da Fórmula 1 - 300 GP's.



Rubens Barrichello em números

300 GP's
11 vitórias
14 poles
17 voltas rápidas
2 vice campeonatos mundiais
4o maior pontuador da história da F1
Recordista de dobradinhas com Michael Schumacher
Recordista de Temporadas Seguidas na F1 - 18